" Hoje , no momento em que o país esta, é fácil falar de Corrupção .
Mas falar como o país , estava , quando Luiz Inácio Lula da Silva , assumiu a presidência . É de suma importância .
Eu particularmente , sempre disse e falo ,que Fernando Henrique Cardoso . Foi o melhor Presidente , que já tivemos aqui no Brasil . O motivo é fácil de ver . No Governo de Itamar Franco , Fernando Henrique Cardoso , foi nomeado ao Ministério da Fazendo . Cargo este que , levou Ele a Presidência do Brasil .
O Governo de José Sarnei tentou de muitas formas , fazer um plano para conter a inflação , mas sem exito . Mudou a moeda de Cruzeiro para Cruzado , Cruzado novo , e Cruzeiro .Mas sem um bom plano, para que a moeda veisse trazer estabilidade; Não conseguiu chegar ao seu objetivo . Digo que , este tentou . Mas por falta de pessoas capacitadas , ou uma visão diferenciada , não chegou a estabilizar o Brasil . Seguindo assim as mudança , vei o Governo de Fernando Collor de Mello , que disse ter os meios de concertar o Brasil . Acabando com os marajás . Plano este que de certa forma , o Brasil , precisava . Mas foi o Presidente que Tirou de muitos Brasileiro , as suas casa , as suas fazendas . E quem tinha feito uma poupança , para ter uma certa segurança num país que oscilava tanto , foi lesado . Literalmente . Conheci muitos que perderam tudo o que tinham . Então o que obviamente aconteceu foi o povo saiu as ruas , e pediu o impeachment , Voltando ao Governo de Itamar Franco , que ao meu ver acertou as indicações aos ministérios,principalmente ao ministério da fazenda .Fernando Henrique Cardoso fez um projeto de mudança de moeda,contenção dos juros, contendo a inflação que traria a estabilidade à nação brasileira a longo prazo.Quando assumiu seu primeiro mandato ele deu continuidade tomando as medidas necessárias para que a moeda ficasse estável, a inflação baixasse e os juros também. Este convocou a todos os brasileiros ,quando houvesse aumento de salário não aceitássem que as mercadorias das prateleiras também sofressem aumento, pois um não era relacionado a outro e esta visão teria que mudar.além do que a estabilidade do pais dependia do conjunto das medidas e da colaboração do próprio povo.O Brasil com este projeto chegaria a uma estabilidade financeira para todos os brasileiros, gerando assim mais empregos , distribuição de renda e diminuindo o índice de pobreza.
Fernando Henrique Cardoso fez várias privatizações deixando muitas pessoas descontentes com estas e automaticamente acabou com vários cabides de empregos que existiam.Seu segundo mandato foi de muitos problemas com a oposição principalmente,pois o projeto que ele havia feito inicialmente do plano real eram medidas a longo prazo e esta oposição tomou isto como uma inércia no segundo mandato.Mas na realidade o que ele buscou foi erguer o Brasil para o comércio internacional,onde recebeu várias criticas da oposição por suas viagens.Mas com essas viagens ele acabou por trazer os olhares de grandes Companhias, China e diversos países para investir no Brasil. Estes investimentos estrangeiros é que faria do do Brasil um com grandes desenvolvimento . O governo FHC tivesse já fechado as negociações ou concluído todo o circulo 'do comercio interno e externo junto com a estabilidade teria chegado ao final de seu segundo mandato com seu plano de governo reconhecido por todos como a base pronta . Agora é só acertar as arestas , e realizar mais ajustes , e continuar a evoluir .Para desta forma fazer como que um produto , sendo sempre atualizado e melhorado ."Neste pequeno resumo mostrei o porquê de o pais ter andado por um período longo de prosperidade financeira onde os mais pobres tiveram poder de aquisição, melhor. Não que foi totalmente concertado. Mas para quem conheceu pobreza e miséria , e má distribuição de renda;sabe. "
Luis Inácio Lula da Silva assumiu o governo com uma moeda estável , o projeto de contenção de inflação em andamento e os juros baixos ,mas com dívidas externa que vinha desde o governo de João Figueiredo ; Se este governo do Lula tivesse aproveitado e dado continuidade somente; O Brasil e o PT teriam ganhado, e o povo brasileiro muito mais.Mas o governo Lula fez algumas modificações e não se preocupou em manter um plano de governo que continuasse a conter a inflação e os juros.Ele mais se preocupou em fazer política do que em governar.No governo Lula o projeto de Fernando Henrique Cardoso contribuiu para que o povo começasse a fazer uso dos esforço do governo anterior .Lula ao invés de melhorar o plano de governo que já existia , se preocupou e ocupou-se em fazer mais conquistas políticas para o PT do que governar e através de seu governo mostrar que era capaz de fazer melhor que o governo anterior. O estilo de governo que se instalou acabou por abrir lacunas na qual a corrupção entrou. Não querendo afirmar que ela (a Corrupção) nunca existiu. Mas estas lacunas trouxeram o mensalão e outros tipos de corrupções ; No qual o pais começou a ter seus cofres públicos esvaziados. Lula que falou tanto das viagens de Fernando Henrique Cardoso , em seu governo , viajou mais . Os dois mandatos de Lula não trouxeram melhoras para o pais mas só politicagem e corrupção por conta da disputa pelo poder .Por ser uma pessoa vinda de família humilde , o povo manteve uma visão positiva . Mas o que vi foram somente alianças , com partidos para se manter no poder . E manter o PT no poder . Estas alianças , trouxeram o PT para o fracasso .Lula havia começado alianças com os paises e partidos políticos mas ela se consolidou no governo de Dilma Rousselff .E essas alianças vieram mais a trazer problemas do que beneficios para o país. O governo Lula e de Dilma ao invés de buscar referencias em paises de primeiro mundo e trazer os exemplos destas nações, pegou exemplos de paises comunistas e de terceiro mundo como ; Venezuela, Cuba etc, paises esses que tomam a força ,o poder e fazem valer as ideias de seus líderes com ou sem apoio , a força . E não veem que a democracia é o conjunto de liberdade e direitos de todos, e não da imposição do poder sobre o povo e suas idéiais.
Agora temos o problema da Petrobrás que veio para colocar ainda mais em recessão o Pais,.Dilma antes de iniciar o seu segundo mandato havia feito várias promessas, agora já em seu inicio de governo deixou de cumprir algumas dessas promessas novamente, trazendo assim um grande desgaste político . A corrupção no governo Dilma foi o que fez do PT o partido rejeitado pelos trabalhadores brasileiros , pela mídia e pelos empresários ,também. Porque a rescessão acabou por obrigar o governo a tomar medidas drásticas, aumentando os impostos sobre as mercadorias adquiridas e também sobre a folha de pagamento dos empresários (Pra mim o governo Dilma e Lula foram os piores. Porque não apresentaram um plano de melhoria do projeto de Fernando Henrique Cardoso , mas somente fizeram planos de conquista para o partido PT|).
Dilma depois da grande descoberta da corrupção da Petrobrás não conseguiu demonstrar capacidade e um projeto concreto de solução para tão grande problema, mas está tentando fazer de conta que tudo segue naturalmente seu curso , e as medidas que apresentou ao povo foram de opressão se igualando aos países comunistas .Querem calar o povo por reclamarem da incapacidade do governo de não perceber a corrupção que está instalada no meio deles " PT e seus aliados," chegando a dizer que não viram nada ,mas que as provas veem mostrando o contrario .
Uma das coisas que eu particularmente eu não concordo é o fato de o governo ter construido um Porto em Cuba e financiar outras obras em outros paises.Sendo que o Brasil está precisando de medicamentos nos postos de saude , médicos , professores , e uma reestrutura na água potável para o pais.OBS;O PMDB que sempre tive consideração pela visão que eles tinham e pela forma de politica , A capacidade de articulação . A desenvoltura , nos projetos e planos e conquistas . Mas esta aliança ao PT me deixou muito decepcionado com PMDB " Exceto pela consideração que tenho pelo então Senador Luis Henrique da Silveira, que sempre teve meu voto desde vereador até o senado. "
Governo FHC
Essa seria um dos diversos programas sociais que marcaram o seu governo. A ação assistencialista do governo se justificava pela necessidade em sanar o problema da concentração de renda que assolava o país. Tal medida inovadora foi possível graças à continuidade dada às políticas econômicas traçadas durante a Era FHC. O combate à inflação, a ampliação das exportações e a contenção de despesas foram algumas das metas buscadas pelo governo.
A ação política de Lula conseguiu empreender um desenvolvimento historicamente reclamado por diversos setores sociais. No entanto, o crescimento econômico do Brasil não conseguiu se desvencilhar de práticas econômicas semelhantes às dos governos anteriores. A manutenção de determinadas ações políticas foram alvo de duras críticas. No ano de 2005, o governo foi denunciado por realizar a venda de propinas para conseguir a aprovação de determinadas medidas.
O esquema, que ficou conhecido como “Mensalão”, instaurou um acalorado debate político que questionava se existia algum tipo de oposição política no país. Em meio a esse clima de indefinição das posições políticas, o governo Lula conseguiu vencer uma segunda disputa eleitoral. O novo mandato de Lula é visto hoje mais como uma tendência continuísta a um quadro político estável, do que uma vitória dos setores de esquerda do Brasil.
Independente de ser um governo vitorioso ou fracassado, o Governo Lula foi uma importante etapa para a experiência democrática no país. De certa forma, o fato de um partido formalmente considerado de esquerda ascender ao poder nos insere em uma nova etapa do jogo democrático nacional. Mesmo ainda sofrendo com o problema da corrupção, a chegada de Lula pode dar fim a um pensamento político que excluía a chegada de novos grupos ao poder.
'O governo Lula é o mais
Mas falar como o país , estava , quando Luiz Inácio Lula da Silva , assumiu a presidência . É de suma importância .
Eu particularmente , sempre disse e falo ,que Fernando Henrique Cardoso . Foi o melhor Presidente , que já tivemos aqui no Brasil . O motivo é fácil de ver . No Governo de Itamar Franco , Fernando Henrique Cardoso , foi nomeado ao Ministério da Fazendo . Cargo este que , levou Ele a Presidência do Brasil .
O Governo de José Sarnei tentou de muitas formas , fazer um plano para conter a inflação , mas sem exito . Mudou a moeda de Cruzeiro para Cruzado , Cruzado novo , e Cruzeiro .Mas sem um bom plano, para que a moeda veisse trazer estabilidade; Não conseguiu chegar ao seu objetivo . Digo que , este tentou . Mas por falta de pessoas capacitadas , ou uma visão diferenciada , não chegou a estabilizar o Brasil . Seguindo assim as mudança , vei o Governo de Fernando Collor de Mello , que disse ter os meios de concertar o Brasil . Acabando com os marajás . Plano este que de certa forma , o Brasil , precisava . Mas foi o Presidente que Tirou de muitos Brasileiro , as suas casa , as suas fazendas . E quem tinha feito uma poupança , para ter uma certa segurança num país que oscilava tanto , foi lesado . Literalmente . Conheci muitos que perderam tudo o que tinham . Então o que obviamente aconteceu foi o povo saiu as ruas , e pediu o impeachment , Voltando ao Governo de Itamar Franco , que ao meu ver acertou as indicações aos ministérios,principalmente ao ministério da fazenda .Fernando Henrique Cardoso fez um projeto de mudança de moeda,contenção dos juros, contendo a inflação que traria a estabilidade à nação brasileira a longo prazo.Quando assumiu seu primeiro mandato ele deu continuidade tomando as medidas necessárias para que a moeda ficasse estável, a inflação baixasse e os juros também. Este convocou a todos os brasileiros ,quando houvesse aumento de salário não aceitássem que as mercadorias das prateleiras também sofressem aumento, pois um não era relacionado a outro e esta visão teria que mudar.além do que a estabilidade do pais dependia do conjunto das medidas e da colaboração do próprio povo.O Brasil com este projeto chegaria a uma estabilidade financeira para todos os brasileiros, gerando assim mais empregos , distribuição de renda e diminuindo o índice de pobreza.
Fernando Henrique Cardoso fez várias privatizações deixando muitas pessoas descontentes com estas e automaticamente acabou com vários cabides de empregos que existiam.Seu segundo mandato foi de muitos problemas com a oposição principalmente,pois o projeto que ele havia feito inicialmente do plano real eram medidas a longo prazo e esta oposição tomou isto como uma inércia no segundo mandato.Mas na realidade o que ele buscou foi erguer o Brasil para o comércio internacional,onde recebeu várias criticas da oposição por suas viagens.Mas com essas viagens ele acabou por trazer os olhares de grandes Companhias, China e diversos países para investir no Brasil. Estes investimentos estrangeiros é que faria do do Brasil um com grandes desenvolvimento . O governo FHC tivesse já fechado as negociações ou concluído todo o circulo 'do comercio interno e externo junto com a estabilidade teria chegado ao final de seu segundo mandato com seu plano de governo reconhecido por todos como a base pronta . Agora é só acertar as arestas , e realizar mais ajustes , e continuar a evoluir .Para desta forma fazer como que um produto , sendo sempre atualizado e melhorado ."Neste pequeno resumo mostrei o porquê de o pais ter andado por um período longo de prosperidade financeira onde os mais pobres tiveram poder de aquisição, melhor. Não que foi totalmente concertado. Mas para quem conheceu pobreza e miséria , e má distribuição de renda;sabe. "
Luis Inácio Lula da Silva assumiu o governo com uma moeda estável , o projeto de contenção de inflação em andamento e os juros baixos ,mas com dívidas externa que vinha desde o governo de João Figueiredo ; Se este governo do Lula tivesse aproveitado e dado continuidade somente; O Brasil e o PT teriam ganhado, e o povo brasileiro muito mais.Mas o governo Lula fez algumas modificações e não se preocupou em manter um plano de governo que continuasse a conter a inflação e os juros.Ele mais se preocupou em fazer política do que em governar.No governo Lula o projeto de Fernando Henrique Cardoso contribuiu para que o povo começasse a fazer uso dos esforço do governo anterior .Lula ao invés de melhorar o plano de governo que já existia , se preocupou e ocupou-se em fazer mais conquistas políticas para o PT do que governar e através de seu governo mostrar que era capaz de fazer melhor que o governo anterior. O estilo de governo que se instalou acabou por abrir lacunas na qual a corrupção entrou. Não querendo afirmar que ela (a Corrupção) nunca existiu. Mas estas lacunas trouxeram o mensalão e outros tipos de corrupções ; No qual o pais começou a ter seus cofres públicos esvaziados. Lula que falou tanto das viagens de Fernando Henrique Cardoso , em seu governo , viajou mais . Os dois mandatos de Lula não trouxeram melhoras para o pais mas só politicagem e corrupção por conta da disputa pelo poder .Por ser uma pessoa vinda de família humilde , o povo manteve uma visão positiva . Mas o que vi foram somente alianças , com partidos para se manter no poder . E manter o PT no poder . Estas alianças , trouxeram o PT para o fracasso .Lula havia começado alianças com os paises e partidos políticos mas ela se consolidou no governo de Dilma Rousselff .E essas alianças vieram mais a trazer problemas do que beneficios para o país. O governo Lula e de Dilma ao invés de buscar referencias em paises de primeiro mundo e trazer os exemplos destas nações, pegou exemplos de paises comunistas e de terceiro mundo como ; Venezuela, Cuba etc, paises esses que tomam a força ,o poder e fazem valer as ideias de seus líderes com ou sem apoio , a força . E não veem que a democracia é o conjunto de liberdade e direitos de todos, e não da imposição do poder sobre o povo e suas idéiais.
Agora temos o problema da Petrobrás que veio para colocar ainda mais em recessão o Pais,.Dilma antes de iniciar o seu segundo mandato havia feito várias promessas, agora já em seu inicio de governo deixou de cumprir algumas dessas promessas novamente, trazendo assim um grande desgaste político . A corrupção no governo Dilma foi o que fez do PT o partido rejeitado pelos trabalhadores brasileiros , pela mídia e pelos empresários ,também. Porque a rescessão acabou por obrigar o governo a tomar medidas drásticas, aumentando os impostos sobre as mercadorias adquiridas e também sobre a folha de pagamento dos empresários (Pra mim o governo Dilma e Lula foram os piores. Porque não apresentaram um plano de melhoria do projeto de Fernando Henrique Cardoso , mas somente fizeram planos de conquista para o partido PT|).
Dilma depois da grande descoberta da corrupção da Petrobrás não conseguiu demonstrar capacidade e um projeto concreto de solução para tão grande problema, mas está tentando fazer de conta que tudo segue naturalmente seu curso , e as medidas que apresentou ao povo foram de opressão se igualando aos países comunistas .Querem calar o povo por reclamarem da incapacidade do governo de não perceber a corrupção que está instalada no meio deles " PT e seus aliados," chegando a dizer que não viram nada ,mas que as provas veem mostrando o contrario .
Uma das coisas que eu particularmente eu não concordo é o fato de o governo ter construido um Porto em Cuba e financiar outras obras em outros paises.Sendo que o Brasil está precisando de medicamentos nos postos de saude , médicos , professores , e uma reestrutura na água potável para o pais.OBS;O PMDB que sempre tive consideração pela visão que eles tinham e pela forma de politica , A capacidade de articulação . A desenvoltura , nos projetos e planos e conquistas . Mas esta aliança ao PT me deixou muito decepcionado com PMDB " Exceto pela consideração que tenho pelo então Senador Luis Henrique da Silveira, que sempre teve meu voto desde vereador até o senado. "
Governo FHC
O governo presidencial de dois mandatos, 1º mandato (1994-1997) e 2º mandato (1998-2002), de Fernando Henrique Cardoso foi marcado pela efetiva implantação da política Neoliberal no Brasil.
Fernando Henrique Cardoso nasceu no estado do Rio de Janeiro no dia 18 de junho de 1931, com menos de dez (10) anos mudou-se para São Paulo, lá concluiu o curso de Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), realizou os estudos de pós-graduação na Universidade de Paris. Na década de 1960, após o Golpe Militar no Brasil, foi exilado no Chile e posteriormente na França, onde realizou seus estudos de pós-graduação, retornou para o Brasil como professor da USP no ano de 1968, com o decreto do Ato Institucional (AI-5) foi aposentado de suas atribuições docentes.
Após a aposentadoria foi convidado a lecionar em algumas universidades estrangeiras e fundou, juntamente com outros intelectuais brasileiros, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Esse Centro tinha como principal objetivo a análise da realidade socioeconômica da sociedade brasileira.
Sua vida política teve início no ano de 1978, quando foi eleito suplente do Senador paulista Franco Montoro, no ano de 1983 assumiu o senado quando Franco Montoro foi eleito governador do estado de São Paulo. Perdeu as eleições para a prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros no ano de 1985, mas em 1986 foi eleito senador por São Paulo.
Fernando Henrique Cardoso foi um dos fundadores do Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB). No primeiro ano do mandato do presidente Itamar Franco, Fernando Henrique assumiu o Ministério das Relações Exteriores, em 1992, e no ano seguinte foi atribuída a ele a função de Ministro da Fazenda. Nesta pasta realizou uma reforma monetária na economia brasileira que vivia sucumbida pela inflação, o chamado Plano Real.
Em 1993 deixou o Ministério da Fazenda e lançou sua candidatura à presidência da República pelo PSDB, seu principal adversário foi Luiz Inácio Lula da Silva, que concorria à presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Lula era o favorito à presidência. Fernando Henrique Cardoso ganhou as eleições e assumiu a pasta presidencial no ano de 1994. Seu principal objetivo durante o primeiro mandato foi o combate à inflação.
No primeiro mandato, mas precisamente no de 1997, FHC (como ficou conhecido) deu continuidade ao processo de reformas estruturais com a finalidade de evitar a volta da inflação, procurando deixar a economia estável. Durante este mandado o presidente pautou pela privatização de várias estatais brasileiras, como a Companhia Vale do Rio Doce (empresa do setor de mineração e siderurgia), a Telebrás (empresa de telecomunicações) e o Banespa (banco pertencente ao governo do estado de São Paulo). A compra das empresas estatais ocorreu, sobretudo, por grupos estrangeiros, que faziam aquisição das ações ou compravam grande parte dessas, assim, tornavam-se sócios majoritários.
Ainda no ano de 1997, FHC conseguiu enviar e aprovar no Congresso Nacional a emenda da reeleição, tornando-se candidato outra vez à presidência da república e ainda tendo Lula como seu principal adversário. O Plano Real e o controle da inflação continuou sendo sua principal propaganda política, o que favoreceu a FHC mais uma vitória nas urnas, conseguindo a reeleição.
No ano de 1999, FHC assumiu o segundo mandato como presidente do Brasil, neste mandato não houve grandes investimentos nas reformas estruturais (privatizações). Ocorreram, sim, algumas reformas no setor da Educação, sendo aprovadas no ano de 1996 as Leis de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB), e posteriormente foram criados os Parâmetros Curriculares para o Ensino Básico.
Governo Lula
No ano de 2002, as eleições presidenciais agitaram o contexto político nacional. Os primeiros problemas que cercavam o governo FHC abriram brechas para que Lula chegasse ao poder com a promessa de dar um outro rumo à política brasileira. O desenvolvimento econômico trazido pelo Plano Real tinha trazido grandes vantagens à população, entretanto, alguns problemas com o aumento do desemprego, o endividamento dos Estados e a distribuição de renda manchavam o bloco governista.
Foi nesse contexto que Lula buscou o apoio de diversos setores políticos para empreender uma chapa eleitoral capaz de agradar diferentes setores da sociedade brasileira. No primeiro turno, a vitória de Lula sobre os demais candidatos não foi suficiente para lhe dar o cargo. Na segunda rodada da disputa, o ex-operário e retirante nordestino conseguiu realizar um feito histórico na trajetória política do país. Lula se tornou presidente do Brasil e sua trajetória de vida fazia com que diversas expectativas cercassem o seu governo. Seria a primeira vez que as esquerdas tomariam controle da nação. No entanto, seu governo não se resume a essa simples mudança. Entre as primeiras medidas tomadas, o Governo Lula anunciou um projeto social destinado à melhoria da alimentação das populações menos favorecidas. Estava lançada a campanha “Fome Zero”.Essa seria um dos diversos programas sociais que marcaram o seu governo. A ação assistencialista do governo se justificava pela necessidade em sanar o problema da concentração de renda que assolava o país. Tal medida inovadora foi possível graças à continuidade dada às políticas econômicas traçadas durante a Era FHC. O combate à inflação, a ampliação das exportações e a contenção de despesas foram algumas das metas buscadas pelo governo.
A ação política de Lula conseguiu empreender um desenvolvimento historicamente reclamado por diversos setores sociais. No entanto, o crescimento econômico do Brasil não conseguiu se desvencilhar de práticas econômicas semelhantes às dos governos anteriores. A manutenção de determinadas ações políticas foram alvo de duras críticas. No ano de 2005, o governo foi denunciado por realizar a venda de propinas para conseguir a aprovação de determinadas medidas.
O esquema, que ficou conhecido como “Mensalão”, instaurou um acalorado debate político que questionava se existia algum tipo de oposição política no país. Em meio a esse clima de indefinição das posições políticas, o governo Lula conseguiu vencer uma segunda disputa eleitoral. O novo mandato de Lula é visto hoje mais como uma tendência continuísta a um quadro político estável, do que uma vitória dos setores de esquerda do Brasil.
Independente de ser um governo vitorioso ou fracassado, o Governo Lula foi uma importante etapa para a experiência democrática no país. De certa forma, o fato de um partido formalmente considerado de esquerda ascender ao poder nos insere em uma nova etapa do jogo democrático nacional. Mesmo ainda sofrendo com o problema da corrupção, a chegada de Lula pode dar fim a um pensamento político que excluía a chegada de novos grupos ao poder.
A chegada de Lula ao poder empreendeu uma transformação histórica muito significativa a um imenso número de pessoas que apoiavam a chegada de um partido de esquerda ao poder. As lutas provenientes dos tempos da ditadura militar e as limitações da atuação política de setores já instalados no poder formam o mais amplo campo de situações históricas que determinaram a vitória eleitoral do Partido dos Trabalhadores no ano de 2002.
Um pouco antes disso, sabemos que a formação da base política do partido ao qual Lula representava tinha grande influência e atuação junto aos sindicatos e aos movimentos sociais organizados. De fato, essa atuação ainda existe e fundamenta a aposta de que a candidatura de Dilma seja politicamente viável. Por outro lado, devemos salientar que essa mesma aposta também se consolida por meio do chamado “lulismo”, um fenômeno recente na história política do país.
Em termos mais gerais, podemos atribuir essa situação à eficiência administrativa que marcou a atuação do PT antes da chegada à presidência. O triunfo em grandes capitais e o oferecimento de programas inéditos fortaleciam a ideia de que o Partido dos Trabalhadores tinha um projeto mais amplo e eficaz, atraindo de modo competente uma parcela das classes médias que ainda viam com desconfiança esse tipo de transformação ou que já sentiam algum desgaste na atuação política de partidos mais tradicionais.
Ao lado da eficiência administrativa, devemos também salientar que o antigo jogo polarizador entre “esquerda” e “direita” foi perdendo o sentido na medida em que o PT e o próprio Lula abriram espaço para diversas inflexões em seu discurso e atuação. Historicamente, a esquerda teve no Brasil e em outras parcelas do mundo a função de criticar efetivamente o funcionamento do sistema capitalista e oferecer outras propostas que tivessem, ao menos, o desejo de buscar uma transformação mais profunda.
Com o passar do tempo, o colapso das experiências socialistas em outras regiões do mundo tiveram peso determinante para que os partidos de esquerda, fora e dentro do Brasil, buscassem uma guinada que respondesse a ineficácia observada em outros contextos. Ao mesmo tempo, o interesse em atingir amplas parcelas da sociedade acabou sendo um outro fator, conscientemente ou não, necessário para que o antigo anseio pelo poder viesse a se concretizar em um espaço de tempo mais curto.
No momento em que Lula chegou ao poder, vimos que a capacidade de ampliação das bases de sustentação política, social e partidária, estabeleceu a chegada do novo presidente ao poder. De certo modo, essa situação não implicava em um avanço da democracia, já que um mesmo comportamento fundamental aparece entre o eleitorado, desde a volta do regime democrático: as legendas e ideologias perderam espaço para a aposta em uma figura carismática que se enquadra aos anseios do momento.
Não por acaso, vemos que os bons resultados do governo de Luis Inácio Lula da Silva conseguiram superar os escândalos de corrupção que derrubaram figuras centrais do PT e abalaram a fidelidade de alguns que enxergavam o partido antes do presidente. Essa seria a primeira manifestação vigorosa do tal “lulismo”. A outra aparece agora, quando a candidatura de Dilma Rousseff assenta sua campanha na promessa de estabelecer a continuidade das conquistas que marcam a presença de Lula no poder.
Em breve consideração, podemos ver que o “lulismo” surge como uma tendência que agrega o projeto de chegada do PT ao poder e o reconhecimento de um determinado comportamento do eleitorado nacional. Enquanto isso, um grupo heterogêneo de articulistas consome seu tempo tentando reavivar os antigos parâmetros de luta entre “esquerda” e “direita” que mais lembram o cenário de uma ditadura militar que não mais existe.
Vemos então uma irreal guerra de trincheiras, onde se tenta vender uma cisão de ideologias que há muito tempo não se manifesta nos espaços de atuação política. Para atestar isso, basta observar os últimos acordos políticos e chapas que se formaram nos últimos processos eleitorais ou nas alianças que determinaram a aprovação de certas leis. As diferenças de projeto e a própria discussão política foram sucateadas pelos resultados políticos imediatos da eficácia administrativa e financeira.
Projetando um futuro cenário sem Lula, poderíamos perceber com maior clareza a incapacidade que o PT e as próprias esquerdas teriam em lançar outras lideranças. Da mesma forma, os partidos de direita também não oferecem hoje uma opção de escolha que pudesse impactar imediatamente uma fatia expressiva da população. Sendo assim, o “lulismo” revela a existência de uma crise em que o exercício da democracia não equivale à criticidade necessária ao desenvolvimento da própria política.
O Brasil na era FHC limitou o aparato estatal a três vertentes básicas: economia, educação e saúde. Eram muitos os problemas sociais. Nos governos anteriores não haviam controle sobre a inflação e quem não tinha muitos recursos via corroído seu capital em poucos dias. Já a classe média dispunha de mecanismos bancários de correção monetária no sistema financeiro. A era FHC serviu para equacionar este problema com uma solução simples que apagava da mente do cidadão comum o fenômeno da inflação. A educação era limitada a núcleos de conhecimento isolados. Com a melhora dos programas educacionais foi possível organizar e traduzir em números o desempenho de cada instituição de ensino, principalmente as de nível superior. Houve uma explosão de novos centros superiores de ensino com as facilidades de credenciamento de instituições universitárias. Depois era preciso medir a qualidade das antigas e novas instituições. E foi implantado o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio – Sob a gestão de Maria Helena Guimarães de Castro). E foi implantado o Provão (Exame Nacional de Cursos – 1996). As estatísticas educacionais por força do PNUD (Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento) junto com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) passaram a estar em dia pela primeira vez na história do país com as diretrizes da ONU. Os recursos para a área de saúde foram concentrados sobre os problemas emergenciais. Houve uma melhor alocação de recursos. A saúde no país foi organizada em números para melhor planejamento e ação do governo. De FHC a Dilma
Coube ao governo Lula seguir em frente com o aparato estatal já enxuto. Livre do monstro da inflação e de grandes empresas, que não atendiam mais as necessidades de investimento, sucateadas pela falta de investimento e uma classe trabalhadora defasada em relação aos profissionais no exterior que passaram a competir em pé de igualdade com a abertura de mercado promovida pelos governos anteriores. O desemprego era elevado. A inflação baixa. Era necessário ajudar os mais necessitados através da elaboração de programas sociais emergenciais de massa. Os programas sociais extensos vieram em bom tempo. O governo passou a investir também em infraestrutura. Para aderir há alguns programas sociais as populações mais carentes das classes econômicas D e E tiveram que conciliar o recebimento da ajuda estatal à freqüência escolar de seus filhos e filhas. Os investimentos estrangeiros vieram em grande porte. O país começou a funcionar. Cada vez mais, mais empregos e elevação das classes econômicas para os mais necessitados tornaram-se um dínamo. O Presidente Lula na esfera econômica soube aproveitar seu prestígio externo, o que resultou numa enorme quantidade de acordos bilaterais entre vários países traduzido no aumento das exportações brasileiras. Houve um processo de anistia relativo ao período militar opressivo, mas que não resultou em justiça de fato, pois privilegiaram apenas os opositores guerrilheiros do regime esquecendo de parte dos militares perseguidos na época da ditadura cujo processo de anistia já havia começado na era de FHC. Os países ricos do ocidente entram em crise. O governo brasileiro toma uma série de medidas de isenções de impostos para não prejudicar as indústrias brasileiras. O governo quita a dívida com o FMI e se torna país credor. Ao final do mandato Lula, os índices de desemprego foram os mais baixos registrados no período democrático após a ditadura. No governo Dilma iniciou-se com uma forte valorização do real frente ao dólar, o que prejudicou o volume de exportações que o Brasil havia desenvolvido na era Lula, porém o superávit primário é alto. O salário mínimo teve um ganho real e a mão de obra qualificada começa a ficar escassa em diversas partes do país. O governo começa a incentivar a vinda de profissionais de alta qualificação do meio científico para trabalharem no Brasil. A economia, bastante aquecida, dá sinais de elevação da inflação, fato este que não se concretiza ao final do primeiro semestre, pois a entrada da safra barateia o custo da cesta básica, porém o índice medido de 6,31% de inflação anual pelo mercado supera a projeção do governo de 4,5% ao ano. Em algumas regiões existem tendências para uma pequena deflação nos preços dos produtos primários. Os subsídios à cana-de-açúcar nos EUA caem o que eleva a expectativa da elevação das exportações do subproduto etanol para aquele mercado. Os investimentos de infraestrutura continuam acelerados, só que agora mais voltados para atender as obras emergenciais da Copa do Mundo em 2014. O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento – Era Lula) continua, mas sem a mesma projeção na mídia dada pelo governo anterior. Medidas distributivas começam a delinear os primeiros 6 meses de governo Dilma, como por exemplo a revisão das aposentadorias que não tiveram correção em governos passados em relação ao teto do INSS. Com os problemas externos nos países petroleiros os combustíveis apresentam uma elevação no mercado internacional. Logo, este aumento é refletido internamente – o que elevou bastante os preços. Com a entrada da safra da cana-de-açúcar e a intervenção do governo sobre os preços da Petrobrás o preço abaixa, mais uma razão para a queda da inflação para o segundo semestre de 2011. As classes sociais estão se deslocando cada vez mais para cima e se continuar esta tendência em breve a classe E não terá mais representantes (grau de otimismo do brasileiro elevou-se enormemente – segundo pesquisa – o país mais feliz do mundo).
Dilma faz História
O governo de Dilma Rousseff foi alvo neste domingo da maior manifestação espontânea já feita no Brasil contra um presidente da República. Vestidos de verde e amarelo, os brasileiros foram às ruas em todos os estados e no Distrito Federal para protestar contra a presidente e o Partido dos Trabalhadores. Ao menos 1,8 milhão de pessoas tomaram praças e percorreram avenidas, segundo estimativas das Polícias Militares nos Estados. O número, contudo, não leva em conta manifestações realizadas no interior, que podem elevar significativamente. Ao contrário do que ocorreu na manifestação pró-governo de sexta-feira, quando o braço sindical do petismo, a CUT, e os grupos de sem-teto e sem-terra cooptados pelo governo organizaram marchas com militantes uniformizados - e pagos em grande número de casos -, nenhum partido político ou grupo organizado controlou os movimentos ou pôde reivindicar a sua paternidade. Com exceção de raros políticos em suas bases, nenhum expoente da oposição foi às ruas numa decisão calculada: de um lado, a ausência deles deixa claro que a manifestação é apartidária e espontânea; do outro, também não tinham certeza de como seriam recebidos em algumas praças. O candidato derrotado por Dilma, o tucano Aécio Neves, divulgou um vídeo usando a camisa da seleção brasileira no qual justificou porque não saiu de casa: "Depois de refletir muito, optei por não estar nas ruas neste domingo para deixar muito claro quem é o grande protagonista dessas manifestações: o povo brasileiro, o povo cansado de tantos desmandos, cansado de tanta corrupção" A multidão que tomou as ruas foi muito maior do que a previsão mais pessimista do Planalto. Na véspera das passeatas, o governo articulava o discurso de que seriam atos sem foco definido, protagonizados pela "elite" e cujo pico de concentração seriam 100.000 pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo. De fato, a maior adesão ocorreu em São Paulo, mas com dez vezes mais pessoas do que jamais esperava o Planalto: recorrendo a imagens aéreas e programas de computador, a PM estimou a presença de 1 milhão de manifestantes na Paulista. A jornada também mostrou que pessoas de todos os estratos sociais participaram das marchas nas cinco regiões do Brasil, e que elas tinham, sim um foco claro: o governo Dilma e os anos de mando petista . A indignação provocada por ambos deu o tom das passeatas - sem que faltassem cartazes e palavras de ordem em favor do impeachment da presidente. Dilma Rousseff passou o dia trancada no Palácio da Alvorada. Convocou um gabinete de crise para monitorar as passeatas e escalou os ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, e José Eduardo Cardozo, da Justiça, para se pronunciar em nome do governo.A fala teve início por volta das 18h45. Na contramão de uma postagem feita durante a tarde nas contas de redes sociais de seu ministério, que afirmava que o "discurso de ódio fere a democracia e não gera mudanças", Cardozo disse que as passeatas foram "legítimas, democráticas e com respeito às autoridades". Questionado sobre a postagem na entrevista coletiva, o ministro disse que deu ordem para que ela fosse retirada do ar. Como remédio contra a indignação, contudo, ele apresentou tão somente velhas promessas e ambições petistas: o envio de um pacote anticorrupção ao Congresso e a realização de uma reforma política que, ele explicitou, deve proibir as doações de empresas.Se não houve sombra de autocrítica na fala de Cardozo, Miguel Rossetto, integrante de uma ala mais radical do PT, adotou um tom agressivo, para afirmar que a discussão de um processo de impeachment "não deve ser tolerada". Rossetto procurou também qualificar os manifestantes como sendo todos pertencentes ao contingente de eleitores que não votaram na presidente em 2014 - afirmativa categórica que as pesquisas mais recentes de aprovação do governo não autorizam, por mostrar que Dilma Rousseff perdeu rapidamente o cacife com que contava no início de seu segundo mandato. Rossetto também procurou defender o pacote de ajuste econômico que o governo procura implementar, e que desperta a insatisfação de setores de apoio ao petismo - ou do próprio partido Enquanto os ministros falavam, o Brasil continuava a expressar sua indignação, com panelaços semelhantes ao que recebeu o pronunciamento em rede nacional de Dilma Rousseff há uma semana, no Dia da Mulher.
'O governo Lula é o mais
corrupto de nossa história'
Qual a justificativa para o presidente da República nomear como ministro e integrante de seu primeiro escalão de auxiliares o homem que publicara, num dos jornais mais importantes do País, que ele, o presidente, era o chefe do governo "mais corrupto de nossa história"?
Pois Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, nomeou o filósofo Roberto Mangabeira Unger no primeiro semestre de seu segundo mandato, em 2007, ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, especialmente constituída para abrigá-lo. E não adiantou nem o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) inviabilizá-la tempos depois, durante uma rebelião para obter mais cargos no governo e proteção para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o então presidente do Senado, acusado de corrupção. Apesar de o PMDB derrotar a Medida Provisória que criara o posto para Roberto Mangabeira Unger, Lula deu um jeito na situação, nomeando-o novamente, desta vez como ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos. A posição do detrator estava garantida.
"Pôr fim ao governo Lula" é o título do artigo de Roberto Mangabeira Unger publicado na Folha de S.Paulo em 15 de novembro de 2005, no sugestivo dia da Proclamação da República. O ano de 2005 havia sido marcado pela eclosão do escândalo do mensalão. Este é o parágrafo de abertura do artigo:
"Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos."
O que poderia ter levado o presidente da República a nomear como ministro o autor dessas acusações? E Roberto Mangabeira Unger não estava brincado, a julgar pela defesa que fez do impeachment de Lula. Ao denunciar "a gravidade dos crimes de responsabilidade" supostamente cometidos pelo presidente, o então futuro ministro afirmou em seu artigo que Lula "comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos".
Alguém poderia argumentar que a nomeação de Roberto Mangabeira Unger seria um mal necessário. Coisa da política. E tentar explicá-la pela importância do filósofo, um professor da prestigiada Universidade de Harvard, das mais importantes dos Estados Unidos, por quase 40 anos. O Brasil, portanto, não poderia prescindir da experiência e do prestígio de Roberto Mangabeira Unger, que teria muito a contribuir com o País.
Será mesmo? A cerimônia de posse do filósofo não demonstrou isso. Poucos ministros, cadeiras vazias, menos de uma hora de solenidade. E mesmo antes da criticada viagem de Roberto Mangabeira Unger à Amazônia, em 2008, na qual defendeu o desvio de águas da região para abastecer o Nordeste, sem considerar que centenas de milhares de amazonenses ainda não dispunham de água encanada, o ministro já era considerado, em âmbito do governo, "café-com-leite". Ou seja, não lhe era atribuída importância, nem de seu trabalho haveria algo para se aproveitar.
Outro trecho do artigo de Roberto Mangabeira Unger: "Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados".
Talvez, então, a razão para a nomeação de Roberto Mangabeira Unger tenha sido de ordem político-partidária. Ou seja, o filósofo traria para o governo a base social representada por seu partido, ampliando o número de legendas que davam sustentação à administração Lula no Congresso. Como vimos, no entanto, Roberto Mangabeira Unger passou a maior parte da vida nos Estados Unidos, o que o forte sotaque não deixava desmentir. Não possuía qualquer base social, nem traria consigo qualquer força orgânica da sociedade.
Quanto a seu partido, o minúsculo PRB (Partido Republicano Brasileiro) tinha menos de 8 mil filiados quando Roberto Mangabeira Unger se tornou ministro e era um dos menores partidos políticos do País. Não agregava praticamente nada à base aliada de Lula. Por apoio político-partidário não faria sentido nomear Roberto Mangabeira Unger. Afinal, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, possuía apenas três deputados federais, um senador e o vice-presidente da República, José Alencar (MG), que saíra do PL (Partido Liberal) em decorrência do escândalo do mensalão e foi o grande incentivador da nomeação do filósofo.
Em outro trecho do famoso artigo, Roberto Mangabeira Unger afirmou que "Lula fraudou a vontade dos brasileiros", ameaçava a democracia "com o veneno do cinismo" e tinha um projeto de governo que "impôs mediocridade". E mais: "Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou".
Para fazer a vontade de seu vice José Alencar, um homem leal e doente, Lula só precisaria ter dito que gostaria muito de nomear alguém indicado por ele, mas não poderia ser o homem que o acusara de chefiar o governo mais corrupto da história. Poderia ser qualquer um, menos aquele que conclamara o Congresso a derrubá-lo da Presidência da República, por corrupção. Por que Lula nomeou Roberto Mangabeira Unger, autor de acusação tão séria? Nas páginas deste livro, o leitor será convidado a encontrar a resposta.
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