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domingo, 21 de agosto de 2016

O Amor . Artista Demonstra a união dos povos

Mural celebra união dos povos e vira ponto turístico na zona portuária revitalizada

  
Inspirada no espírito e nos aros olímpicos, a obra assinada pelo artista paulista Kobra retrata povos nativos de cinco continentes

    Na região portuária do Rio de Janeiro, sob o olhar de uma nativa Mursi - grupo étnico originário da Etiópia -, o paulista Carlos Eduardo Fernandes Leo, o Kobra, posa para foto com um turista italiano e arrisca diálogo em inglês. Embora dure alguns segundos, a cena dá uma boa ideia do conceito que o artista imaginou para o mural de quase 3 mil metros quadrados que encanta quem passa pelo Boulevard Olímpico, na altura do Armazém 3. 
                          
                                                                                                               
                                                     “A gente pinta para mostrar a beleza da união dos povos. Eu busco, por meio dos murais, de alguma forma conscientizar as pessoas do respeito entre as culturas. A proposta é pintar pela paz, mostrar que qualquer tipo de intolerância, seja ela política ou religiosa, não justifica a violência, a guerra. E a Olimpíada é o momento de celebração de tudo isso. A integração dos povos é algo que as Olimpíadas proporcionam”, afirma Kobra. 

                                                                     Batizado de “Somos todos um” e apelidado de “Etnias”, o mural faz parte do projeto de revitalização da zona portuária para os Jogos Rio 2016 e vai ficar como legado cultural para a cidade. A vocação turística fica clara diante do fluxo de pessoas que param para tirar fotos e apreciar a obra. “Eu passei aqui antes e teve uma recuperação bem interessante da área. Realmente se tornou mais um ponto turístico do Rio o Boulevard Olímpico. Estou impressionado com a quantidade de visitantes no Museu do Amanhã (na Praça Mauá), e também veio muita gente ver o mural. Teve repercussão no mundo inteiro”, conta Kobra.
                                            
Continentes
O conceito do trabalho remete ao espírito olímpico, simbolizado pelos aros que representam os cinco continentes. No mural, Kobra pintou os rostos de cinco nativos escolhidos entre os povos originários de cada uma das regiões. No centro, está um brasileiríssimo índio Tapajó, que representa as Américas. Para a Oceania, Kobra escolheu a tribo Hulis, de Papua Nova Guiné. O rosto asiático retrata os Karens, grupo étnico da Tailândia. Na Europa, os Chukchis, povo nômade originário da Sibéria. E por fim a nativa Mursi, citada no começo da matéria, representa a África.    
O intenso colorido característico do trabalho de Kobra também guarda um detalhe: faixas verdes e amarelas nos olhos de cada um dos rostos ligam os povos de todo mundo ao Brasil, país-sede dos Jogos Olímpicos. “A ideia foi unificá-los pelo verde e amarelo que passa pelos olhos, pela questão de que todos os povos vão estar presentes aqui e de todas as pessoas do mundo inteiro que o Rio já recebe”, conta o artista paulista. 
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Grafite
Nascido há 40 anos na capital de São Paulo, Eduardo Kobra desenvolveu seu estilo durante mais de 20 anos de grafite. Hoje, com obras em mais de 20 países, ele se define como muralista, e une a influência de artistas como Banksy e Diego Rivera, Portinari e Basquiat. 
“Eu não sabia que o trabalho podia atingir tantos países como está atingindo hoje. Cada lugar é uma oportunidade nova de conhecer uma cultura e deixar o meu trabalho. Eu tenho uma linha chamada ‘Olhar a paz’, e esse aqui é um desdobramento disso, adaptado para fazer sentido para as Olimpíadas. É um desdobramento de vários murais que já fiz, sobre Nelson Mandela, Malala e Martin Luther King, por exemplo”. 
Superlativos
Após mais de 30 dias de trabalho, três mil latas de spray, 100 galões de 18 litros de látex acrílico e 150 galões de 3,6 litros de esmalte sintético, o mural será oficialmente inaugurado em 4 de agosto, véspera da abertura dos Jogos Olímpicos. Ao final, pode ser referendado pelo Guinness Book como o maior mural do mundo com a obra de um só artista, já que o recorde hoje é de 2 mil metros quadrados. 
Como tem trabalho agendado nos Estados Unidos, Kobra não poderá comparecer. O retorno caloroso das pessoas nessa reta final, no entanto, dá a certeza ao artista de que o objetivo foi cumprido. “É um contato intenso. Nos últimos dias, se eu descer do andaime, não consigo trabalhar. Acho que as pessoas já estão animadas para as Olimpíadas e entenderam a proposta. Eu busco isso, fazer algo que qualquer pessoa compreenda. Nas ruas há todo tipo de classe social, então o trabalho tem que ser democrático. Conforme a pessoa vai caminhando, ela entende que está aí a questão da paz, que é o que a gente espera, que essa Olimpíada seja marcada pela paz”, encerra

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O Amor
1 Cori.: 13:1 a 13
1Mas deixem-me mostar-vos o caminho mais excelente! Ainda que eu falasse as línguas dos homens ou até mesmo dos anjos, mas não fosse capaz de amar os outros, não seria mais do que um instrumento de fazer barulho. 
2 Se eu tivesse o dom de falar em nome de Deus, e se soubesse os mistérios do futuro e se conhecesse tudo acerca de tudo, mas não amasse os outros, de que me serviria isso? E até mesmo que tivesse fé de forma a poder falar a uma montanha e fazê-la deslocar-se, isso não teria valor algum sem o amor. 
3 Ainda que desse tudo aos pobres, ainda que deixasse que me queimassem vivo, mas se não amasse os outros, eu não teria nenhum valor. 
4-5 O amor é paciente e bondoso. Não é invejoso, nem orgulhoso; não é arrogante, nem grosseiro. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço e dificilmente suspeita do mal que os outros lhe possam fazer. 
6 Nunca fica satisfeito com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. 
7 O amor nunca desiste, nunca perde a fé, tem sempre esperança e perseveraP em todas as circunstâncias. 
8 Todos os dons e capacidades especiais que vêm de Deus terminarão um dia, porém, o amor há-de sempre continuar. Um dia, tanto a profecia, como o falar línguas desconhecidas, como a sabedoria espiritual, todos esses dons desaparecerão. 
9 Nós agora sabemos muito pouco, mesmo com a ajuda desses dons especiais; e até a pregação mais inspirada é ainda muito imperfeita. 
10 Mas quando chegar o que é perfeito, estes dons especiais desaparecerão. 
11 É assim: quando eu era criança, falava, pensava, raciocinava como uma criança. Mas quando me tornei adulto deixei as coisas de criança. 
12 Da mesma maneira, nós agora compreendemos imperfeitamente as coisas como se estivéssemos a ver um reflexo num espelho de má qualidade; mas um dia virá em que veremos de uma forma completa, face a face. Tudo quanto sei agora é parcial, mas depois verei tudo com clareza, como Deus conhece o interior do meu coração. 
13 Há três coisas que hão-de perdurar: a fé, a esperança e o amor; e destas a principal é o amor.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Os terremotos no Brasil

                                                         
Os terremotos são fenômenos que podem ser causados por falhas geológicas, vulcanismos e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas. A maioria dos abalos sísmicos é provocada pela pressão aplicada em duas placas contrárias. O Brasil não é uma região vulnerável a sofrer esses tipos de abalo, pois está localizado no centro da placa aqui da América do Sul. Apesar disso, já houve vários casos de terremotos no país. E a gente lembrou dos 7 maiores ocorridos por aqui:
7. Mato Grosso (1955)
Em janeiro de 1955, no Mato Grosso, mais precisamente na Serra do Trombador, foi detectado um terremoto de 6,6 graus na escala Richter, o maior registrado na história do Brasil. O abalo ocorreu em região muito pouco habitada, o que não ocasionou em mortes nem em danos materiais.
6. Espírito Santo (1955)
No mesmo ano, a cidade de Vitória-ES foi atingida por um abalo sísmico de 6,3 graus na escala Richter. A reação das pessoas foi de susto e as casas apemas balançaram. Não há nenhum registro de ferimentos ou danos.
5. Rio Grande do Norte (1980)
João Câmara, município do Rio Grande do Norte, foi atingido por uma série de terremotos na década de 1980. O mais grave deles ocorreu em novembro de 1986, quando a cidade tremeu com um tremor de 5,1 graus na escala Richter, provocando a destruição de 4 mil imóveis.
4. Pacajus, Ceará (1980)
Na mesma década, Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, viveu na pele os efeitos de um terremoto com magnitude de 5,2 na Escala Richter e foi sentido na Capital.
3. Itacarambi - MG (2007)
O tremor na localidade de Caraíbas, no município de Itacarambi, no norte de Minas Gerais, atingiu 4.9 na escala Richter. Apesar de uma magnitude não tão grande, uma criança de 5 anos morreu e seis pessoas ficaram feridas. Além disso, pouco mais de 5 casas caíram em função do terremoto.
2. Divisa entre Acre e Amazonas: 6,1 graus (2007)
Um terremoto de 6,1 graus na escala Richter foi registrado entre os estados de Acre e Amazonas em 2007. Não houve registros de mortos e feridos nem danos materiais, apenas depoimentos de pessoas que sentiram o tremor.
1. São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. (2008)
Um terremoto de 5,2 graus de magnitude na escala Richter atingiu diversas regiões de São Paulo. Não houve registros de acidentes. O mais interessante (ou aterrorizante) é que o tremor refletiu nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. 

A classificação de tremores da Escala Richter

3 a 3,9
São percebidos pelos humanos mas não causam danos materiais
Freqüência mundial: 50 mil por ano
4 a 4,9
Têm maior intensidade e, eventualmente, provocam estragos em carros e vidros
Freqüência mundial: 8 mil por ano
5 a 5,9
Causam danos em construções sólidas. Podem provocar rachaduras
Freqüência mundial: 1 500 por ano
6 a 6,9
Causam estragos em um raio de 100 quilômetros. Destroem pontes e estradas
Freqüência mundial: 150 por ano
7 a 7,9
São dez vezes mais fortes que os terremotos de magnitude 6
Freqüência mundial: 20 por ano
8 em diante
São catastróficos. Destroem cidades inteiras e causam milhares de mortes
Freqüência mundial: um a cada oito meses